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Revendedora ajuda a elevar frequência de compra da marca
Revendedora ajuda a elevar frequência de compra da marca

Conscientes da importância da baixa renda para a expansão de seus negócios no país, as empresas começam a criar estratégias para conquistar essa fatia da população. Não é à toa. As classes C, D e E representam nada menos do que 82% do consumo nacional. Ciente disto, a Nestlé resolveu, literalmente, ir atrás desses consumidores.

Em 2006, a multinacional lançou a venda porta a porta de seus produtos. Por esse sistema, a empresa seleciona empreendedores para se tornarem microdistribuidores. Instalados em bairros periféricos, eles recrutam mulheres da própria comunidade para trabalhar com a venda de produtos Nestlé em carrinhos.

A multinacional fica responsável por orientar e treinar as vendedoras, inclusive com conceitos de nutrição e saúde, abastecer os microdistribuidores e preparar os catálogos de venda.

O programa, batizado de Nestlé até Você, começou com dez microdistribuidores e 800 revendedoras. Hoje, está presente em 40 cidades do estado de São Paulo, além do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória, Curitiba, Belo Horizonte e Belém.

No final de 2008, o projeto contava com 140 microempreendedores e seis mil revendedoras, o que garantia visitas a cerca de 200 mil lares por quinzena.

A estratégia tem mostrado resultados. No ano passado, a área de baixa renda da empresa teve crescimento de 15%, faturando R$ 1 bilhão, ou 7% do faturamento total de R$ 14 bilhões da companhia. Entusiasmada com os resultados, a empresa agora começa a expandir o programa para o Nordeste, inicialmente no Ceará e em Pernambuco.

“Estômago não tem classe. Esse projeto funciona. Até o final de 2009, devemos ter 10 mil colaboradoras e 250 microdistribuidores”, afirma Ivan Zurita, presidente da Nestlé no país.

Via: Época Negócios

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