Compartilhe:

O número de usuários ativos de redes sociais nos Estados Unidos dobrou desde 2007, informa uma nova pesquisa da consultoria norte-americana Forrester sobre o comportamento de consumidor online. Atualmente 55,6 milhões de norte-americanos – quase um terço da população do país – visitam sites do gênero ao menos uma vez por mês. Em 2007, eram cerca de 15% da população.

A pesquisa “Consumer Behavior Online: 2009 a Deep Dive”, divulgada na segunda-feira (27/7), é feita pela consultoria desde 1998. Esta edição, que envolveu perguntas sobre 125 atividades online dos consumidores norte-americanos, mostra que as redes sociais já não se restringem à Geração Y (faixa etária dos 18 aos 29 anos).

Segundo o estudo, 68% dos internautas disseram que visitam a rede social Facebook e 59% acessam o MySpace semanalmente. Comunidades online para a geração dos ‘baby boomers’ – nascidos após a Segunda Guerra Mundial – como Eons e BOOMj.com também são populares nos Estados Unidos especialmente por atenderem necessidades de consumidores mais velhos, destaca a pesquisa.

As dez atividades digitais mensais mais frequentes entre os internautas norte-americanos são enviar e-mails (90% dos internautas ou 165,4 milhões de adultos), trocar fotos pela web (48% dos usuários ou 90,5 milhões de pessoas), pesquisar produtos (45% ou 83,1 milhões de pessoas), fazer compras online (40% ou 72,2 milhões de usuários), assistir a vídeos sob demanda e ao vivo (mais de 27%, o que equivale a 58,8 milhões de internautas), visitar redes sociais (mais de 27% ou 55,6 milhões de pessoas), usar o comunicador instantâneo (26% ou 54,3 milhões de internautas), ouvir rádios online (23% ou 45,9 milhões), acessar portais e sites de conteúdos (22% ou 40,4 milhões) e ler blogs (19% ou 37,1 milhões).

Na avaliação da consultoria, as empresas devem oferecer todas as ferramentas de comunicação com o consumidor, do e-mail ao chat. “Não podemos presumir que (os consumidores) usem todas as aplicações online de comunicação”, afirma a consultoria.

Mídia amadurecida
De acordo com o estudo, os Estados Unidos têm 71 milhões de residências conectadas em banda larga, com o acréscimo de 6,5 milhões de residências conectadas em alta velocidade – alta de 6% – em um ano.

O tempo de navegação, entretanto, se manteve estável em 12 horas por semana – exceto entre a Geração Y, que passa uma média de 19 horas semanais conectada.

“Tendo em vista que a maioria das residências tem uma conexão de banda larga e que mais de 50% dos internautas estão conectados há dez anos ou mais, a internet começa a ficar mais próxima de canais da mídia tradicional”, observa o Forrester.

Consumidores fiéis e entusiastas
Especialmente em tempos de crise, o Forrester recomenda que as empresas fiquem mais atentas a dois grupos de consumidores online: os ‘amantes da internet’, que se comunicam com mais frequência na rede (45% visitam redes sociais, 25% publicam posts e avaliações online e 23% acessam a web pelo celular, segundo a pesquisa); e os consumidores fiéis às marcas, que navegam em busca de empresas e passatempos favoritos – 30% buscam informações na rede a respeito de seus hábitos pelo menos uma vez por semana.

Sobre o grupo dos entusiastas da web, o estudo destaca serviços móveis e o microblog Twitter podem ser baixos atualmente, mas irão crescer e evoluir para um modelo no qual a empresa poderá determinar o prazo e o canal de suporte para que o cliente escolha se deseja interagir com a marca via internet, celular ou redes sociais.

Em relação ao grupo fiel à marca, o Forrester lembra que “a internet é uma extensão do mundo offline”. Segundo a pesquisa, os espectadores que mais acessam conteúdos de TV na rede são os mesmos que assistem à TV tradicional. O mesmo ocorre entre aqueles que gostam de esportes, aponta a pesquisa. “Criando uma visão holística dos consumidores fica mais fácil compreender, rastrear e prever seus comportamentos online”, conclui o estudo.

Via: IDG Now!

Write A Comment