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De acordo com pesquisa do Ibope Mídia apresentada ao mercado no final de novembro, 26,3% da população brasileira acessa a web por meio de tablets ou smartphones. Isso mesmo: um quarto dos internautas brasileiros já se utilizam da “web mobile”. Acredita? Acha muito? Então vamos analisar outras informaç?es.

Dados da Teleco, que mensalmente publica informaç?es sobre o mercado de telefonia celular, apontam o constante crescimento da dupla smartphone + 3G. Cerca de 80% dos usuários de smartphones com linha 3G já possuem o hábito de acessar a internet pelo celular; não só para consultar email (88%), mas navegando em sites móveis e aplicativos (67%) e inclusive comprando (6%).

Outras pesquisas apontam que a venda de aparelhos celulares no Brasil já supera a venda de PCs e que nos dias das crianças, o item smartphone foi considerado o presente mais desejado pelos pré-adolescentes. Ainda mais, de acordo com a pesquisa Mobilize, realizada pelo instituto Ipsos Marplan no começo deste ano, 44% dos usuários que não possuem smartphones (aproximadamente 50% na classe A, 65% na B, e 80% na C), pretendem trocar de aparelho em até seis meses.

Esta popularização da “web mobile” ou “internet móvel” se deve a diversos fatores. Além do crescimento da base instalada de smartphones citada acima, temos também a rápida adoção dos tablets e a crescente disponibilade de acesso wifi, tanto em ambientes corporativos, como em espaços públicos, que permite uma experiência de uso “mobile” da internet, por mais que a conexão com a web em sí seja um acesso “fixo”.

Provavelmente o fator mais importante tenha sido o barateamento dos planos de dados da operadoras de telefonia celular. Movimento que foi iniciado por uma das operadoras já no final de 2010, mas que tomou corpo a partir de fevereiro de 2011, quando as demais operadoras também aderiram a esta tendência e passaram a oferecer o acesso a internet móvel por preço fixo por dia, independente do volume de dados consumidos. Em geral, hoje temos a oferta “navegue ilimitado por R$ 0,50/dia”.

Este cenário criou um movimento muito maior do que foi o movimento das lan houses no Brasil. Pense nisso: o acesso a internet numa lan house custa de R$ 0,50 a R$ 1,50 por hora. Já o acesso a web mobile custa em média R$0,50 por dia, ou seja, 24 vezes menos.

Alguns podem questionar a velocidada da conexão. É verdade que a velocidade e a estabilidade da conexão  ainda representam um desafio, mas com certeza a conexão mobile não deixa nada a desejar se comparada com as condições da maioria das lanhouses e telecentros pelo Brasil.

Assim temos: o smartphone se popularizando, o acesso a dados mais barato, o desejo da população de fazer parte desta revolução, o hábito do brasileiro que possui a maior média mundial de consumo de tempo na web, além dos aspectos intrínsecos da telefonia móvel que são a disponibilidade e a comodidade do acesso: pode-se “entrar na web” a qualquer hora em qualquer lugar, gastando menos do que se gastava antes e tudo isso, literalmente, ao alcance dos dedos.

Os anunciantes que querem chegar ao bolso do consumidor já podem começar por lá mesmo. Basta seguir um passo a passo simples para que suas marcas sejam encontradas por este internauta mobile: façam seu mobile site ou webapp, promovam seu mobile site na plataforma mobile, promovam seu mobile site nas mídias que já possui, entenda que as pessoas estão em movimento e com o celular na mão e trate este “momento de mídia” adequadamente, oferecendo algo relevante para aquele momento e específico e por último entendam o mobile como complementar ao que a sua marca faz hoje.

Quem assistiu ao final do campeonato brasileiro pôde perceber que o comsumidor já complementa seu consumo de um meio com o outro e que o caminho TV – intermet – mobile e vice versa é percorrido com muita desenvoltura por boa parte dos brasileiros.

Texto por Eduardo Fleury, sócio-diretor da Rede*Mobi, empresa de mídia do Grupo.Mobi
(Via Mobilizado)

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