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A política, afinal de contas, trata-se de Marketing – de projetar e vender uma imagem, alimentar aspirações, estimular as pessoas a identificar-se, deixar-se convencer. A eleição de Barack Obama em 2008 foi uma verdadeira aula e poderíamos até mesmo escrever uma série completa de artigos “Aprendendo com Obama”. Obama adotou a internet habilmente e foi adotado por ela. Sua campanha recrutou também as vovós dos subúrbios, mas principalmente os seguidores das últimas  tendências, até novos patamares de apoio viral. E ele foi excepcionalmente bom em converter cliques de computador em presença no mundo real. Vídeos no YouTube geravam comícios cheios e, o que é mais importante, doações e votos.

A pergunta é: Como ele fez tudo isso? As redes sociais vêm colocando enormes desafios aos profissionais de marketing, não importando o que ou quem eles estejam vendendo. As mensagens tradicionais, que transitam de cima para baixo, nem sempre funcionam em um ecossistema controlado pelas massas.

A arma secreta de Barack Obama para cuidar de sua estratégia de marketing político na internet é um rapaz de 24 anos chamado Chris Hughes. Há quatro anos, ele estava em Harvard, ajudando a lançar o Facebook com seus colegas de dormitório, os jovens Mark Zucherberg e Dustin Moskovitz. Há um ano, Hughes tirou uma folga do Facebook para organizar a web  para Obama. Formado em historia e literatura, Hughes trouxe consigo a maestria sobre o lado humano das redes sociais, o que se traduziu em resultados concretos para a campanha.

A Estratégia de Barack Obama

A estratégia de internet utilizada pelo Barack Obama se transformou em um case que tem sido replicado no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde há uma grande penetração da internet e das redes sociais.

A essência dessa estratégia é que ela estabelece um novo formato de comunicação, onde cada pessoa é um protagonista, um formador de opinião e cabe ao político e sua equipe encontrar esses formadores de opinião e dar-lhes ferramentas para trabalharem a favor de sua campanha, foi basicamente isso que Barack Obama e sua equipe fez.

Um erro comum no marketing digital eleitoral é tentar utiliza-la do mesmo jeito que se utiliza os meios tradicionais. As redes sociais exigem que a comunicação seja interativa e direcionada. O discurso tem que ser focado para cada grupo específico.

A campanha do Obama tinha uma equipe para produzir conteúdo específico para cada grupo social, gerando assim uma conversa direta e focada. Essa é a essência da comunicação através da internet.

A adoção da internet exige um profundo conhecimento da dinâmica da internet e da rede social, além das ferramentas dessas plataformas. E o principal, requer uma mudança de paradigma na comunicação. Uma mudança onde a comunicação não é de cima pra baixo, mas de baixo pra cima. Essa foi uma das lições de Obama e sua equipe.

Via Eleitor Digital

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