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A Internet oferece a possibilidade de se tornar um espaço midiático mais amplo e democrático

Panfletos, comício, carro de som, propaganda eleitoral, nada disso repercute com tanta rapidez como um comentário nas redes sociais. Segundo o Instituto Ibope, são mais de 74 milhões de usuários com mais de 16 anos que utilizam as redes sociais, dando ao Brasil a 5ª posição entre os países com maior número de conexões à Internet. Assim, 80% dos internautas brasileiros estão conectados às redes.

Como ferramenta poderosa na busca por eleitorado para a disputa por uma vaga nas eleições municipais, políticos já começam a dar os primeiros passos na aproximação com jovens entre 20 a 35 anos que frequentam regularmente os sites de relacionamentos. Segundo pesquisas eles possuem Orkut, Facebook, Twitter acessam o Youtube e interagem o tempo todo com meio eletrônico.

Segundo o especialista em Marketing Político Cândido Gomes, a principal dica para quem busca uma vitoria na campanha municipal é desenvolver metas e estratégias para atingir esse eleitorado (redes de relacionamentos para os jovens e rádio e tv para a grande massa). “A Internet oferece a possibilidade de se tornar um espaço midiático mais amplo e democrático para a participação política. Mais do que uma nova tecnologia, trata-se de um meio de comunicação, de interação e de organização social”, destacou.

“A internet será uma ferramenta essencial nessas eleições, através dela políticos vão interagir 24 horas com o seu eleitorado. O twitter, uma das opções mais procuradas pelos políticos, e que atinge principalmente os novos eleitores, permite a troca de mensagens entre de participantes, tornando o debate mais democrático, podendo gerar um agitação nas contagens dos votos”, explicou.

Porém a super exposição nas redes sociais, também pode acarretar sérios problemas aos pretensos candidatos, inclusive na obtenção do registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral. Segundo o especialista em Direito Eleitoral Leonardo Airton Soares, o fato da legislação de campanha na internet ser muito recente, requer ainda mais cuidado por parte dos políticos. “Medidas como o cuidado com o conteúdo, publicidade on-line e o que o candidato divulga nas mídias sociais são passos que podem influenciar no sucesso ou no fracasso de um candidato à vida pública”, destacou.

O uso das mídias sociais em campanhas está regulamentada a partir do projeto de lei 5984/09, de dezembro de 2009. Em 2010 a lei foi aplicada com rigor para punir os infratores. “Assim, calúnias, injúrias e difamações contra adversários políticos são devidamente monitorados pelos militantes e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deixou bem claro o que será e o que não será permitido nas campanhas, punindo os excessos com rapidez”, finalizou.

Via 180 Graus

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