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Este ano temos eleições municipais em todo o Brasil para prefeitos e vereadores. Nisto, o marketing político digital virou a pauta do momento e muitas empresas, de repente, começaram a oferecer o serviço. Mas será que políticos, assessores e mesmo profissionais de marketing realmente entendem o que está acontecendo?

A tecnologia está evoluindo e com ela as pessoas comuns, que são cidadãos, clientes e eleitores, estão tanto mais acessíveis quanto têm maior acesso à informação e também a ferramentas para ser ouvido. As empresas já estão em um processo natural de darwinismo em que devem se alinhar às necessidades do público e construir relevância na mídia social.

Para a política não é diferente: A internet é, fundamentalmente, um ambiente democrático e faz parte do cotidiano geral. Garantir uma presença digital passou a ser fator crucial e natural, pois, querendo ou não, os internautas falarão das lideranças e dos partidos na web.

Para compreender melhor esta conjuntura, a equipe da Gabriel Rossi Consultoria listou cinco fatores para levar em consideração no marketing digital voltado para política. Confira:

  • Não se cria relevância nas redes com propaganda: A construção de uma marca, seja pessoal, empresarial ou partidária, não ocorre do dia para a noite. É fruto de um trabalho extenso e de longo prazo, de diálogo e coerência. Assim, quando chega a época de campanha, o que se faz no digital é muito mais efetivo, pois é autêntico.
  • Copiar cases não é o suficiente: O segredo é entender bem o comportamento do cidadão na web e desenvolver táticas específicas que maximizem seu potencial na internet. Os candidatos a prefeitos e vereadores devem utilizar estes mecanismos para fortalecer seu perfil e criar um diálogo confiável, com uma estrutura profissional, respeitando as peculiaridades de suas regiões, para que se aproximem das expectativas dos eleitores.
  • O “neoeleitor” é uma tendência cada vez mais presente: Este eleitor moderno, cada vez mais digital e com uma voz que antes não possuía, trata suas opções políticas de modo similar a um investidor na Bolsa de Valores. Quer ser surpreendido positivamente e cada vez mais depositará seu interesse num “portfólio” restrito de políticos com propostas dinâmicas, visionárias e criativas.
  • Os grupos de pressão também evoluíram: Os movimentos sociais de oposição e também militâncias ganharam novas armas. Eles adquiriram maior maturidade, entendem as plataformas, organizam-se para contrapor e se manifestar contra o que não concordam. Um novo perfil que já vinha sendo detectado pelo mundo corporativo, de oposição organizada às marcas, e agora se estende também à política.
  • Escuta estratégica é fundamental: O eleitorado, com o advento da web social, passou a fornecer pistas e informações vitais na condução de uma campanha e de projetos políticos. Mudanças de rota, antes, levariam dias para ocorrer, mas a internet levará segundos para mostrar a necessidade da adoção de táticas diversas e eficazes. Perderá quem não perceber que o online também constitui o real inclusive na política.

Via Gabriel Rossi

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