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Uma pesquisa aplicada pelo Ibramerc (Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado) mostra que 41% das empresas que passaram a adotar redes sociais detectaram melhoria nos resultados das vendas.

O questionário foi respondido por mais de 400 gerentes e diretores dos segmentos B2B e B2C.

Segundo a pesquisa, os profissionais da área de marketing e vendas têm adotado as mídias sociais como ferramenta de apoio às ações de divulgação de produtos, serviços e ampliação dos efeitos de seus projetos de marketing.

De acordo com a análise, 93% dos líderes do segmento B2C afirmaram utilizar as mídias sociais como utensílio de apoio aos negócios. Já no segmento B2B, o número foi pouco menor, entretanto também representou a maior parte com 84%.

Em um mercado cada vez mais constante em termos de desenvolvimento e transformação, o varejo brasileiro se depara com diversos desafios de adaptação. Segundo uma pesquisa divulgada pela FGV, o Brasil tem 99 milhões de computadores em uso doméstico e empresarial, um equipamento para cada dois habitantes. Outra pesquisa da Accenture aponta dois terços (67%) dos CIOs e outros profissionais de TI acreditam que a mobilidade impulsionará seus negócios no mesmo nível ou, até ultrapassar, o impacto realizado pela internet na década de 1990.

Esse cenário somado à forte presença das redes sociais nos negócios impacta diretamente na atuação do varejo no Brasil, principalmente com o novo perfil do consumidor que, hoje, conta com diversos recursos tecnológicos para consultar produtos e ter decisão de compra. Uma pesquisa divulgada pelo Ibramerc (Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado) apontou que as mídias sociais auxiliam nos processos de compra. Depois de adotadas estratégias de presença nessas novas mídias, 41% das empresas (B2C) detectaram melhoras nos resultados das vendas e dessas 9% consideram aumento significativo.

Na opinião de André Duarte, gerente de Marketing do Ibramerc, por mais que seja possível o e-commerce dentro das redes sociais, esse ambiente no varejo ainda é um canal direto de relacionamento e interação com o cliente, mais do que um ato de compra. “Estamos aprendendo como deve ser a atuação das empresas nesses canais. O mais importante nessa fase de adaptação é a elaboração de um bom plano estratégico de negócio para não prejudicar a imagem da empresa e não estar nas mídias por estar”, aponta e diz ainda que nesta semana o Facebook superou o Google Brasil, “a rede de relacionamento respondeu por 10,85% das visitas feitas no País, ante 10,55% da página de buscas”.

Departamentos ativos

Segundo a pesquisa do Instituto, os profissionais da área de marketing e vendas têm adotado as mídias sociais como ferramenta de apoio às ações de divulgação de produtos, serviços e ampliação dos efeitos de seus projetos de marketing. Entretanto, Duarte acredita que talvez seja a hora de incluir outras áreas nesse plano. “Os departamentos operacionais e comerciais, por exemplo, podem agregar muitas informações aos processos de compras e relacionamento, tirando dúvidas de produtos e participando da interação com os clientes”, aponta o gerente e acrescenta que as empresas poderiam destinar maiores investimentos nas redes sociais.

De acordo com a pesquisa da Ibramerc, quando questionados sobre o peso das mídias sociais no planejamento estratégico das empresas, apenas 4% atribuem um peso de 9-10, enquanto 52% apontam peso de 1-5. “Isso comprova o quanto temos que avançar nas estratégias de redes sociais dentro das companhias. Esse processo exige, acima de tudo, saber ouvir o cliente e estar preparado para as críticas e sugestões, mas primeiro é preciso estruturar a companhia e entender as reais necessidade da presença e atuação nesse novo ambiente”, completa o gerente.

Via Bonde e Decision Report

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