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Já não é de hoje que o presidente Barack Obama se destaca na mídia mundial, não só por sua importância frente à presidência dos Estados Unidos, mas também pela forma com que conquistou (e continua conquistando) eleitores e simpatizantes no decorrer da sua carreira política. Ele, portanto, será nosso primeiro estudo de caso deste especial sobre os políticos 2.0!

A política, afinal de contas, trata-se de marketing – de projetar e vender uma imagem, alimentar aspirações, estimular as pessoas a identificar-se, deixar-se convencer. Obama adotou a internet habilmente e foi adotado por ela. Sua campanha recrutou também as vovós dos subúrbios, mas principalmente os seguidores das últimas  tendências, até novos patamares de apoio viral.

A grande sacada de Obama, foi visualizar a Geração Y como seu público em potencial. Tiro certeiro! Conquistou a campanha de 2008, com essa estratégia.

O uso da internet nas eleições americanas, nesse período, já não era tão novidade assim, mas o diferencial de Obama superava qualquer ação envolvendo e-mail marketing ou blogs. O que mais me chamou a atenção foi uma comunidade criada para os eleitores trocarem informações entre si via web, além de um site que convoca você a fazer parte da campanha, seja com dinheiro, como voluntário ou até mesmo criando o seu próprio blog sobre o candidato.

Seus vídeos no Youtube somam mais de 14 milhões de visualizações, sua conta de Twitter com 13 milhões de seguidores e a Fan Page do Facebook com 25 milhões de curtidas. Já dizia  Morial Paiva no KnowTec:

“Eu juro que até tentei achar algo pra dizer que falta. Sem sucesso. Doação online, site personalizável, loja virtual, dezenas de comunidades segmentadas, espaço para debates online, site mobile, BarackTV e as demais funcionalidades mais comuns – notícias, newsletters, etc. Check.”

Uma das grandes ações, envolvia o Youtube. Um vídeo viral, intitulado de “Yes we can”, com diversas celebridades cantando uma música feita em cima de um discurso de Obama, e com 2 semanas ultrapassou 10 milhões de views.

E o pós-eleitoral?

Obama está sabendo espremer cada segundo de mídia, criando assim a mídia espontânea. Está potencializando a transição de governo de forma bastante eficiente, sempre com um único objetivo: estar na mídia, mas de forma positiva!

De imediato criou um site (www.change.org) para transparecer aos americanos como está sendo realizada a transição de governo, como também as principais medidas para tentar diminuir a recessão econômica mundial.

Além disso, Obama manteve um canal aberto com os republicanos, onde busca ajuda para solucionar a crise econômica. E mostra realmente que quer unificar os E.U.A em torno de um objetivo: acabar com a recessão. Com essa atitude o democrata também cria uma imagem de político unificador e nacionalista, que está disposto a trabalhar com a oposição para o bem coletivo.

Estas práticas devem balizar todos os bons políticos, que enxergam o marketing político como um eficiente instrumento na construção e ampliação de sua imagem, bem como de seu nicho eleitoral. A política moderna não vive mais sem o marketing político. Obama é fruto desse conjunto de técnicas!

A estratégia de internet utilizada pelo Barack Obama se transformou em um case que tem sido replicado no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde há uma grande penetração da internet e das redes sociais. E é o que veremos nas próximas postagens do especial de Marketing Político Digital!

Via Midia Publicitaria

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