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Em 2015 vimos a consagração de tecnologias e ferramentas emergentes como mobile, videos e mídias sociais. Enquanto isso, questões que envolvem visibilidade e bloqueio de anúncios ficaram ainda mais aparentes.

Em 2016, o movimento mais importante é atender os consumidores onde eles estão e não do ponto de vista dos profissionais de marketing. Aqui estão as 10 principais tendências que moldam o futuro do marketing em 2016.

Marketing Digital

Digital Como Prioridade

Os gastos com publicidade digital aumentaram e mídia tradicional estagnou, a mídia digital terá um foco ainda maior em 2016.

Em setembro, a eMarketer informou que os gastos com publicidade digital de todo o mundo iria aumentar 18% em 2015, sendo quase 30% do mercado global de anúncios. O crescimento significa impacto negativo sobre canais tradicionais, como impressos e TV.

eMarketer

Conforme os consumidores migram cada vez mais para a mídia digital, os orçamentos de marketing fazem o mesmo.

O crescimento do digital e a estagnação (ou mesmo diminuição) na mídia tradicional ressalta uma tendência global que tem dominado os últimos anos: os consumidores e os comerciantes estão favorecendo novas mídias.

Mobile First

Nos últimos cinco anos, o mobile passou de uma tendência emergente para algo comum. Quase dois terços dos americanos possuem smartphones, de acordo com um estudo de 2015 do Pew Research Center, e esse número só tende a crescer.

Esse aumento redesenhou os orçamentos de marketing e estratégias, marcou o início de novos produtos e plataformas de anúncios, e causou uma mudança fundamental na relação entre marcas e consumidores.

Entramos numa nova era da publicidade,
onde o mobile é algo crítico para campanhas.
– Sean Galligan (Yahoo)

A migração para o mobile tem deixado os comerciantes ponderando como adaptar suas campanhas para diferentes formatos de anúncios, mesmo dentro do mobile, como anúncios nos aplicativos. De acordo com a eMarketer, esses anúncios foram responsáveis por 10% dos dólares de anúncios móveis no ano passado, representando um aumento de 80%.

O mobile vai fornecer cada vez mais um ambiente único para reunir dados dos consumidores de forma multi-dimensional que podem ser usados para personalizar melhor as mensagens.

Como o processo de compra e o funil de marketing em evolução, as marcas que aproveitam esses dados para melhorar seus esforços de marketing devem colher os frutos esse ano.

A Mídia Social como Canal de Marketing Convencional

De todas as redes sociais, o Facebook é a mais popular. A maior rede social do mundo tem trabalhado nos últimos anos para se tornar mobile-first e construir um sistema de anúncios de alto nível.

No ano passado, a percepção das mídias sociais foi alterada, agora vistas como um lugar onde os comerciantes podem encontrar um público altamente segmentado e acompanhar suas campanhas com métricas específicas.

O desafio continua o mesmo, medir o impacto de gastos com mídia social em seus negócios. Como as empresas sociais continuam a melhorar os seus anúncios e ofertas de medição, espera-se que as marcas tenham cada vez mais formas de atingir esses públicos.

O Vídeo como Canal Vital

Um estudo recente da Cisco Systems mostra que os vídeos serão responsáveis por 80% de todo o tráfego de internet em 2019. O consumidor está se afastando da TV e consumindo mais streaming de vídeo.

Empresas sociais como Facebook, Twitter e Snapchat estão buscando maneiras de integrar ofertas de vídeo poderosas em seus sistemas de anúncios.

Até aqui entendemos os vídeos como algo criado, gravado, produzido, agora a tendência é o vídeo ao vivo, ou a experiência de streaming. As pessoas têm um desejo muito maior pelo que expressa a comunidade e o momento, as experiências compartilhadas.

A partir de smartphones e tablets para computadores desktop, exibições de vídeo são para cima através de dispositivos, tornando-se cada vez mais importante para os comerciantes para construir estratégias multi-plataforma de anúncios de vídeo.

Se uma imagem vale por mil palavras,
um vídeo pode valer a pena substancialmente mais.
– Jake Sorofman (Gartner)

The Migration to Mobile Video
The Migration to Mobile Video

Realidade Aumentada e Realidade Virtual

A conversa agora é como as marcas podem utilizar essas tecnologias para fins publicitários. Podem não ser canais de marketing tradicionais ainda, mas não devem ser menosprezadas.

No futuro, essas tecnologias podem ajudar a ganhar a atenção em torno de lançamentos de produtos e eventos experienciais de uma forma mais tangível, completa.

A realidade virtual também pode dar as empresas B2B uma maneira fácil de apresentar grandes equipamentos para potenciais compradores a um custo muito menor. Ou criar uma história visualmente atraente em torno de itens de luxo em um ambiente 3D, e pode ajudar a criar uma experiência virtual de “experimentar antes de comprar”.

Marketing de Conteúdo

Com todo o foco na experiência do consumidor, muitas marcas hoje estão buscando impulsionar suas estratégias de marketing de conteúdo para construir relacionamentos mais fortes com seus clientes potenciais.

Marketing de conteúdo é como você se destaca em meio ao ruído.
– Jake Sorofman (Gartner)

Uma área emergente para as marcas que buscam crescer com o marketing de conteúdo é através de conteúdo gerado pelo usuário (UGC). Ao aumentar as suas campanhas com UGC, as marcas podem contar histórias originais baseadas na experiência do consumidor.

Dados

A questão de como filtrar dados em meio a tanta informação está se tornando uma parte essencial do trabalho de marketing.

Habilidades quantitativas e estratégias criativas
compõem a essência da próxima
geração de profissionais de marketing.
– Craig Miller (Shopify)

A importância dos dados levou inclusive ao surgimento de novos papéis corporativos, como o Chief Marketing Technology Officer (Chief Marketing Technologist).

A quantidade muitas vezes avassaladora de dados está gerando a necessidade de terceiros para ajudar no gerenciamento de dados e análise. Quase 3/4 dos empresários pretende procurar ajuda externa para lidar com suas necessidades de análise de dados.

O desafio é vasculhar os dados para sinais significativos que os profissionais de marketing podem usar.

Padronização da medida de uma forma holística e automatizada no curto prazo, tornará possível para as marcas tomarem decisões de marketing orientadas a dados em tempo real.

Gestão de dados em tempo real é o futuro da personalização. A chave para o sucesso nas campanhas personalizadas é a entrega de conteúdo de valor para o usuário. A fim de conseguir isso, os profissionais precisam escavar os dados mais significativos específicos para o seu público. Filtrar sinais significativos pode ser uma tarefa grande, mas o objetivo final é claro: utilizar os dados mais pertinentes para melhores esforços de marketing sob medida para públicos-alvo.

Personalização

Embora os benefícios da personalização sejam claros, os profissionais de marketing ainda têm dificuldade para realizá-la plenamente.

Com a ajuda dos dados podemos criar campanhas altamente personalizadas. Os benefícios da personalização incluem maior resposta e melhores taxas de conversão, fidelidade à marca, alcance ampliado e relevância.

Os consumidores compartilham suas informações pessoais pois esperam receber benefícios tangíveis em troca, como promoções sob medida.

O desafio é que as percepções de suas estratégias de personalização não correspondem à realidade.

66% dos profissionais de marketing disseram que seus esforços de personalização eram “muito bons” ou “excelentes”, e 48% disseram que estavam aproveitando ativamente dados baseados em comportamento. No entanto, apenas 16% disseram que estavam capturando dados sobre a intenção do cliente e usando em esforços de marketing em tempo real. Enquanto isso, os consumidores não consideram as mensagens que recebem como particularmente relevantes – 40% relataram que a maioria das promoções que recebem não lhes interessam. (Forrester e SAP Hybris)

O que falta é uma compreensão mais íntima das necessidades atuais do cliente, que vem de medições inteligentes de dados existentes. Com esta informação, os comerciantes podem personalizar melhor as suas mensagens para os clientes e proporcionar-lhes uma experiência melhor. Através de personalização, as marcas têm a oportunidade de construir a fidelidade à marca e aumentar o engajamento.

Bloqueio de Anúncios

O debate sobre o bloqueio de anúncios cresceu em 2015, com a indústria de anúncio à procura de soluções para o problema antes que ela ficasse de fora em 2016.

O problema tem sido o centro das atenções no último ano, especialmente com executivos da Interactive Advertising Bureau e da World Federation of Advertisers avisando aos anunciantes para colocarem a experiência do usuário em primeiro lugar, antes que o assunto se torne ainda mais fora de controle.

A solução virá de conteúdo co-criado e daqueles que estão muito mais ligados no feedback dos clientes.

A Experiência do Consumidor

O velho ditado diz: “o consumidor tem sempre razão.”

Com a ascensão do bloqueio de anúncios, é claro que ainda há uma desconexão entre os profissionais de marketing e as suas audiências. A ampla disponibilidade de informações e recursos em 2016 torna ainda mais difícil para os profissionais de marketing atingir o público-alvo e mais fácil para os consumidores passar para a próxima melhor opção.

A perspectiva deve ser exclusivamente “como você serve as necessidades dos clientes, mas apenas como eles associam valor ao negócio”, o que significa que tem de ser um valor agregado em ambas as extremidades da transação.

A experiência do cliente é a última
maneira durável de construir lealdade.
– Jake Sorofman (Gartner)

O ponto de vista de marketing deve ser a partir de “fora para dentro,” em vez de “dentro para fora”, as necessidades dos clientes devem vir em primeiro lugar.

Os profissionais de marketing devem pensar sobre o que os consumidores precisam e o que eles querem ouvir. Isso criará melhores conexões com os consumidores no momento que mais importa a eles. A experiência do cliente deve ser encarada como “uma oportunidade de agregar conveniência e reduzir o atrito, enquanto inova seu modelo de negócio.”

A maioria dos profissionais hoje diria que eles são centrados no cliente, mas ainda utilizam pouco duas chaves: recomendações e mobile.

De acordo com Guy Marion (Autopilot), 2015 ficará marcado como o ano em que os consumidores se revoltaram contra o marketing genérico de interrupção.

Via Marketing Dive

1 Comment

  1. Excelente matéria, da amiga e Consultora de Marketing Digital, Cristiane Rocha Thiel, do Rio de Janeiro, apresentando as “10 Tendências para Seguir em 2016”! Parabéns pela clareza das informações e pela extrema capacidade de síntese… Curti! Forte abraço do amigo, Sérgio Taldo, CEO & Founder at Ctrl+Café, em https://www.facebook.com/CtrlCafe. 🙂

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