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Aprendemos com o colapso de empresas como a Kodak e a Blockbuster que uma cultura corporativa projetada apenas para sustentar e gerenciar o sucesso existente pode ser o fim de uma empresa que precisa ser ágil para evoluir e atender as necessidades dos mercados globais que mudam rapidamente. Por isso é crucial que entenda como estimular a inovação na sua empresa.

Também sabemos por meio da terapia cognitivo-comportamental que uma das melhores maneiras de mudar um mau hábito é substituí-lo por um bom hábito. Com isso em mente, se você é um executivo corporativo ou faz parte da equipe de desenvolvimento de produto ou de inovação, aqui estão alguns hábitos-chave que você deve repensar se você realmente quiser inovar na empresa.

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Pare de focar em produtos e comece a se concentrar em problemas

A compreensão dos problemas dos clientes requer o desenvolvimento da empatia, o que  exige novas formas e métodos de pesquisa de mercado.

Cada problema descoberto representa uma oportunidade para oferecer novo valor. Entender os clientes profundamente também permite que você não apenas ofereça novas soluções, mas também melhore sua marca através de cada ponto de contato entre sua empresa e o mercado.

Naturalmente, falar aos clientes sobre seus problemas sem ter qualquer produto definido ou solução em mente pode parecer desagradável e até mesmo assustador para muitos. Mas a verdade é que esta forma de interação com o cliente é fundamental para competir melhor nos mercados existentes, bem como identificar e desenvolver as inovações mais promissoras.

Pare de pensar linearmente e comece a pensar exponencialmente

Concentre-se no futuro, não no passado. O mundo está se tornando mais transparente, mais aberto, e as marcas unicórnio estão chacoalhando o que significa ser uma corporação do século 21. Ao alavancar as mais novas tecnologias, inovar em modelos de negócios e aproveitar os efeitos do marketing de rede, as startups podem penetrar nos mercados existentes a uma velocidade vertiginosa.

Estar preso no pensamento linear é estar focado exclusivamente em melhorias incrementais e redução de custos. Isso muitas vezes resulta em produtos mais baratos, mas que eventualmente perdem o seu valor para os clientes. Para ser bem sucedido, você não deve se concentrar apenas em sustentar os negócios existentes, mas também investir tempo, pesquisa e experimentação no avanço da inovação.

Pare de desincentivar comportamentos empreendedores e promova o intraempreendedorismo

O fracasso é um passo necessário no caminho para o sucesso, e ter medo de falhar é uma das razões mais citadas porque a própria cultura corporativa não consegue produzir inovação. Se você incentiva as pessoas a serem ousadas, mas não oferece um ambiente seguro para falhar, você está simplesmente criando medo.

Podemos mudar a maneira como pensamos no fracasso por entendê-lo como aprendizado necessário. A capacidade de uma organização de aprender, e traduzir insights em ação rapidamente, é a vantagem competitiva final. Não podemos deixar o estigma de “fracasso” ficar no caminho da inovação.

O talento empreendedor quer explorar possibilidades, eles querem se mover rapidamente, quebrar suposições e perseguir o impossível. No entanto, a cultura empresarial predominante impede e até pune esses comportamentos ousados.

As organizações devem estar prontas para compartilhar as vantagens da inovação bem-sucedida através de ações como participação nos lucros, bônus e orçamentos aumentados para talentos adicionais, à medida que eles alcançam a validação do mercado em novos empreendimentos.

Steve Jobs disse uma vez:

Não faz sentido contratar pessoas inteligentes e depois dizer-lhes o que fazer. Contratamos pessoas inteligentes para que eles possam nos dizer o que fazer.

Pare de fazer as perguntas erradas e comece a se concentrar no que gera o progresso

O sucesso de seus métodos de inovação depende das perguntas que você está fazendo.

A maioria dos líderes empresariais luta para encontrar a pergunta certa, bem como elaborar o tempo certo, e a maneira correta de perguntar. Infelizmente, você gerencia o que você mede, e você mede com base na pergunta feita. Normalmente, isso significa medir iniciativas de inovação usando as mesmas métricas de negócios / produtos de décadas de existência: Qual é o ROI? Quando vamos ver isso? Ao entrar em território desconhecido, o foco no ROI muito cedo pode ser letal, já que você corre o risco de matar uma ideia com monetização prematura ou subestimar seus esforços de inovação. A única maneira de prever de forma verdadeira o ROI é olhar para os mercados existentes, puxando a organização de volta para o trabalho incremental.

Para gerar resultados de inovação bem-sucedidos, devemos lançar as bases da cultura da inovação dentro da empresa, e há várias perguntas-chave que podemos fazer:

  • Quem são exatamente seus clientes potenciais?
  • Que problemas eles estão tentando resolver, como e por quê?
  • Nossa solução existente é algo que devemos manter ou jogar fora?
  • Que canais são melhores para ter uma comunicação de qualidade com os clientes? Por quê?
  • Qual é o impacto que podemos ter sobre o cliente e por que fazê-lo?

Se você é uma startup, é fácil fazer essas perguntas, mas em grandes empresas, são necessárias novas habilidades de liderança que permitam a mentalidade de inovação, onde os funcionários estejam voltados para o cliente, movam-se com rapidez e agilidade e busquem evidências de mercado para a tomada de decisões.

Pare de escolher os inovadores e comece a espalhar a mentalidade inovadora

Grandes corporações investem em inovação de várias maneiras, incluindo aquisições, fusões, fundos de risco e incubadoras ou laboratórios de inovação. Esta é uma boa abordagem, mas sendo encarada como algo separado, não prepara a empresa como um todo para os mercados voláteis de hoje.

Transformar a cultura de modo que toda a organização tenha habilidades empreendedoras é a única maneira de sobreviver a longo prazo. 

Todo mundo fala sobre “inovar” na empresa e sobre negócios disruptivos, mas isso não é apenas sobre a construção de novos produtos. Trata-se de inovar o negócio em si. Marketing, atendimento ao cliente, vendas e outros departamentos podem descobrir novos valores a serem criados para os clientes. Enquanto nem todo mundo vai “inovar” no sentido de criar produtos diretamente, a inovação pode vir de qualquer lugar.

Via Mind the Product

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