Compartilhe:

Mindfulness. Muito e fala hoje em dia, mas essa palavra traz diferentes sentimentos, alguns entendem como um novo conceito, mas inútil e outros acreditam realmente na sua capacidade de tornar colaboradores e líderes mais felizes e mais produtivos. No nosso mundo acelerado e de alta tecnologia, parece que as empresas estão se voltando cada vez mais para a atenção plena para ajudar os funcionários a lidar com o constante estresse e as pressões do cotidiano. Mas, será que Mindfulness pode melhorar nosso desempenho no trabalho?

O que é Mindfulness? Em resumo, Mindfulness (atenção plena) significa consciência. Ao longo dos últimos anos, Google, Intel, Adobe, Apple, LinkedIn, Goldman Sachs, todas essas empresas levaram a atenção plena e a meditação para o ambiente de trabalho.

O Google tem um programa chamado Search Inside Yourself, o curso de sete semanas foi iniciado por um engenheiro do Google e é oferecido quatro vezes por ano no campus Mountain View da empresa. Mindfulness também está se infiltrando na educação, um programa chamado Mindful Schools oferece formação para os professores, instruindo-os sobre como capacitar as crianças para se concentrarem nas salas de aula e lidar com o estresse. O grupo atingiu mais de 300 mil alunos e educadores em 43 países e 48 estados tomaram seus cursos on-line.

Muitos estudos comprovam os benefícios da atenção plena e da meditação no local de trabalho aqui estão algumas maneiras pelas quais os colaboradores podem se beneficiar.

Reduz o estresse e a ansiedade

A maneira mais fácil de se tornar mais consciente é através do treinamento da “atenção”. Há uma parte do cérebro chamada amígdala que é ativada quando percebemos ameaças. Isso nos coloca no modo luta ou fuga, que pode ser útil na natureza (possível ataque de um predador), mas não tão útil no local de trabalho, pois esse aumento de sensação de alerta pode prejudicar nosso julgamento e qualidade do pensamento. Há uma abundante pesquisa neurológica para mostrar que, com o treinamento da atenção, podemos aprender a regular essa parte do cérebro para que, quando confrontados com situações estressantes, possamos continuar a pensar de forma lógica e criativa.

O treinamento da atenção do Google ensina os indivíduos a parar o que estão fazendo e concentrar-se na respiração por dois minutos. Se a sua atenção vagueia, eles são ensinados a trazê-la de volta gentilmente. A outra técnica é não fazer nada e “apenas estar” por dois minutos. Quanto mais é praticado, mais experiente pode tornar-se para manter a calma e se concentrar durante uma situação estressante, permitindo agir com clareza.

Melhora a produtividade e a concentração

Mindfulness encoraja os indivíduos a entenderem sua atenção como um músculo. Tal como acontece com qualquer músculo, faz sentido exercitar com frequência para que ele se fortaleça e cresça a partir desse exercício. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade (ou seja, a capacidade do cérebro de se reorganizar ao formar novas conexões neurais) mostra que existem benefícios comprovados para o cérebro através da meditação, para aumentar a nossa capacidade de autocontrole e disciplina.

Um estudo da Universidade de Washington testou os efeitos do mindfulness sobre as capacidades de três grupos de trabalhadores. Os resultados, embora não conclusivos, foram encorajadores. O documento afirma que “descobrimos que apenas aqueles treinados em meditação ficaram mais tempo nas tarefas e fizeram menos interrupções, além de relatar menos influência de emoções negativas após o desempenho da tarefa, em comparação com os outros dois grupos, mostraram memória melhorada para as tarefas que realizaram”. O estudo continuou dizendo que “o treinamento de atenção focada parece fortalecer a capacidade de perceber interrupções sem necessariamente renunciar à tarefa atual. Ter tal habilidade pode, portanto, dar aos usuários a opção de permanecer com a tarefa atual por mais tempo, ao invés de responder a cada interrupção imediatamente”.

O treinamento de atenção plena também pode nos ajudar a encontrar clareza sobre o que realmente importa, para que aprendamos a evitar a tentação de ser puxado para tarefas que são de baixa prioridade e, em vez disso, focarmos nossa atenção no que realmente importa. Com o tempo, isso terá um impacto significativo na qualidade da nossa produção no trabalho.

Inteligência emocional

Os benefícios neurológicos da atenção plena também foram associados a um aumento na inteligência emocional, e especificamente empatia e autocontrole.

A atenção plena pode nos ensinar a moldar as nossas emoções de forma diferente, de modo que ao invés de ser tomado pela raiva, por exemplo, consideramos isso como um estado fisiológico passageiro. Então, em vez de estar dentro da emoção, a atenção nos mostra como reconhecê-la e, depois, afastar-se dela, antes que as coisas saim do controle. Uma técnica que é ensinada é realizar uma varredura completa do corpo, onde os indivíduos aprendem a perceber sensações físicas, como uma temperatura elevada, punhos cerrados, músculos tensos, etc., que podem indicar alguma resposta negativa. Isso os capacitará a identificar a emoção e a pensar qual sua origem e a decidir racionalmente o que fazer a seguir. Isso pode, em última instância, ajudar as pessoas a tratar colegas (que talvez as tenham irritado) com mais gentileza, por exemplo.

Introduzir a atenção plena no local de trabalho não impede que surjam problemas ou questões difíceis. Mas quando surgem, eles são mais propensos a serem reconhecidos, aceitos e respondidos pelo grupo. Ao longo do tempo com atenção plena, aprendemos a desenvolver os recursos internos que nos ajudarão a navegar por situações difíceis, tentadoras e estressantes com mais facilidade, conforto e graça.

Mirabai Bush

Quando essas emoções de conflito surgem no trabalho, Bush aconselha “Pare o que você está fazendo. Respire fundo. Observe como você está experimentando a emoção em seu corpo. Reflita de onde a emoção vem em sua mente (história pessoal, insegurança, etc.). Responda da maneira mais compassiva”.

Via GoToMeeting

Write A Comment