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Embora a tecnologia tenha se tornado uma parte inseparável de nossas vidas, continuamos sendo seres humanos simples. Com nossas histórias, experiências, emoções, preferências e vieses cognitivos. Considerar esses estudos, ajudará você a entender como aplicar a psicologia na estratégia de conteúdo para o seu negócio.

O conteúdo é uma forma de se conectar com seu público e a psicologia é a ciência que estuda a mente humana. Portanto, o a psicologia é a chave para entender o comportamento desse público.

Como Aplicar a Psicologia na Estratégia de Conteúdo

É extremamente relevante analisar uma variedade de teorias psicológicas aplicáveis, mais conhecidas como vieses cognitivos.

Psicologia e Marketing

Caso você não saiba, a psicologia está por trás das ideias de campanha mais memoráveis e eficazes do mundo. Estrategistas de marketing atuam como magos do comportamento humano, aproveitando peculiaridades cognitivas e emocionais conhecidas para captar a atenção, influenciar a percepção e impulsionar a ação.

Simplificando, eles estão jogando com os nossos vieses cognitivos, ou erros sistemáticos no julgamento humano.

O Que é Viés Cognitivo?

O cérebro humano é programado para minimizar o esforço e guardar energia, um design que lembra aos dias em que não tínhamos tanta certeza de onde viria nossa próxima refeição (fonte de energia).

Nossa configuração padrão é usar atalhos mentais para processar informações, o que ajuda a tornar nossas decisões mais rápidas e eficazes. Embora isso possa ser muito benéfico, nossa predisposição para minimizar o pensamento leva a vieses cognitivos que podem obscurecer nosso julgamento e nos tornar menos racionais.

Vieses cognitivos surgem por causa de nossas experiências individuais.

Cada um de nós cria sua própria versão distinta do mundo com base no que prestamos atenção. Em seguida, usamos as memórias que armazenamos de experiências anteriores para interpretar o mundo ao nosso redor, o que influencia nosso comportamento.

O conceito de vieses cognitivos foi introduzido na década de 1970 pelos pesquisadores Amos Tversky e Daniel Kahneman. Em 2002, seu trabalho ganhou o Prêmio Nobel de Economia.

Em seus estudos, mostraram que quando a mesma informação nos é apresentada de maneira diferente (por exemplo, é enquadrada positivamente e, em seguida, negativamente), tomamos decisões completamente diferentes.

É como os vieses cognitivos fundamentam a compreensão e a comunicação.

No entanto, cientistas sociais e economistas não são os únicos falando sobre vieses cognitivos atualmente. À medida que as marcas buscam entender e abordar melhor o racismo, sexismo e outros fatores que levam à desigualdade sistêmica, o conceito se tornou um tema importante em todas as profissões.

Vieses cognitivos surgem por causa de nossas experiências individuais.

A maior parte dos estudos tem como objetivo nos ajudar a superar a tendência natural de estereotipar e discriminar pessoas que são diferentes. Para os profissionais de marketing, é tão importante que saibamos como nos relacionar e nos comunicar com pessoas que são diferentes e como nossos vieses cognitivos podem impedir ou deturpar nossas mensagens.

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Portanto, se quisermos que marketing e comunicação funcionem, precisamos criar conteúdo e experiências com vieses cognitivos em mente. Mas quais vieses cognitivos são importantes?

Psicologia na Estratégia de Conteúdo

Os especialistas ainda estão divididos sobre se é possível mudar esses modelos mentais que parecem tão arraigados em nossos cérebros, mas a maioria concorda que simplesmente estar ciente e atento a eles já é um bom começo.

Buster Benson organizou mais de 175 vieses em 20 categorias e quatro “problemas” que eles ajudam nosso cérebro a superar. Embora não seja especialmente científica, essa abordagem é muito intuitiva e fácil de entender.

Infográfico em inglês com os vieses cognitivos

Problema 1: Muita Informação

O cérebro humano se opõe a novas informações. Percebemos mudanças, mas não gostamos delas. Por isso que quando uma rede social cria algo novo, recebe muitas críticas.

Mas, quando vistas ou repetidas com frequência, as mudanças ficam na memória. Então, começamos a considerar essa informação como algo natural.

Existe muita informação no mundo, não temos escolha a não ser filtrar quase tudo. Nosso cérebro usa alguns truques simples para escolher a quantidade de informação que provavelmente será útil de alguma forma. Com isso, muita coisa precisa ficar de fora.

Problema 2: Falta de Significado

Esse tipo de viés cognitivo faz as pessoas projetarem sua mentalidade atual no passado, identificar probabilidades e números, identificar características e se juntar à maioria.

O mundo é muito complexo, e acabamos vendo apenas uma pequena porção dele, mas precisamos entender pelo menos um pouco para sobreviver. Uma vez que temos um fluxo reduzido de informações, conectamos os pontos, e preenchemos as lacunas com ideias que já conhecemos.

Problema 3: Preciso Agir Rápido

No mundo em rápida mudança de hoje, as pessoas têm medo de se perder nas informações e não conseguir acompanhar todas as tendências, atualizações, etc. Compreendendo a necessidade de agir rápido para se manter em dia, inconscientemente preferimos soluções de aparência simples e evitamos decisões irreversíveis.

Novamente, somos limitados pelo tempo e quantidade de informações, mas ainda assim, não podemos deixar que isso nos paralise.

Sem a habilidade de agir rápido diante da incerteza, não teríamos sobrevivido como espécie. Com cada nova informação, precisamos fazer o nosso melhor para avaliar a situação, tomar decisões, simular o futuro para prever o que pode acontecer a seguir, e agir de acordo.

Problema 4: O Que Deve Lembrar?

Só podemos nos dar ao luxo de manter uma certa quantidade de informação que provavelmente serão úteis no futuro. Quando há muitos detalhes, escolhemos alguns itens importantes para guardar e descartamos o resto.

Está diretamente relacionado ao filtro de informações do problema 1, bem como o que vem à mente durante os processos para preenchimento de informações incompletas mencionados no problema 2.

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Como os vieses cognitivos ajudam a criar conteúdo mais eficaz?

A primeira regra para lidar com vieses cognitivos é: você também é afetado por eles.

Eles protegem nosso cérebro contra a fadiga excessiva. Sim, nossa mente é preguiçosa e a culpa é da evolução. Observar e se lembrar desses conceitos vai te guiar sobre como aplicar a psicologia na estratégia de conteúdo da sua marca.

Como os vieses cognitivos ajudam a criar conteúdo mais eficaz?

Os esforços conscientes para sempre analisar antes nosso conteúdo com base nos vieses, pode influenciar o resultado. Ouvir o feedback de colegas, clientes e parceiros também nos ajudará a desafiar os vieses, olhando para as campanhas de forma diferente.

Da mesma maneira que a psicologia é sinalizada com a razão de sucesso para tantas campanhas, ela também é a razão para o fiasco de várias outras. Muitas marcas e profissionais se fecham em sua área de atuação e esquecem de analisar outros fatores antes de lançar suas novidades. Com isso, acabam se tornando alvo de críticas e boicotes.

Podemos fazer um esforço consciente para refletir sobre quaisquer julgamentos que nosso marketing esteja projetando na mensagem antes de assumir como essas ideias serão consideradas por nosso público.

Telegram Branding Digital & Conteúdo - Cristiane Thiel
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