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Criar conteúdo sem pensar nas peculiaridades do público é como produzir apenas produtos do tipo “tamanho único”. Seria possível vender calçados assim? É comum vermos marcas que criam conteúdo com essa mentalidade. Entender as maneiras de aplicar o conceito de estilos de aprendizagem na estratégia de conteúdo vai te destacar da concorrência.

Existem diferenças entre o conteúdo de um professor e o de uma marca que está buscando conquistar clientes? Sim! Cada perfil tem seu papel específico na vida dos clientes e alunos. Vamos entender.

Estilos de Aprendizagem na Estratégia de Conteúdo

Estilos de Aprendizagem

As diferentes teorias sobre estilos de aprendizagem são projetadas para ajudar as pessoas sobre como identificar suas preferências com relação ao aprendizado.

Essas teorias se baseiam na ideia de que as pessoas têm diferentes pontos fortes e preferências quando se trata de aprender. Existem muitas teorias sugerindo que as pessoas podem ser classificadas com base em seu estilo predominante de aprendizado. A maioria dessas ideias propõe que todas as pessoas aprendam de maneira diferente e que o desenho das aulas com base nesses estilos possa aprimorar o processo educacional.

Essa noção de que as pessoas possuem diferentes estilos de aprendizado se tornou um conceito popular nos anos 1970. Os professores geralmente utilizam essas teorias no desenvolvimento de uma aula para descobrir mais sobre os alunos e ajudá-los a entender melhor como eles aprendem.

Entender sobre os diferentes estilos de aprendizagem podem ser uma maneira de os alunos desenvolverem hábitos de estudo que os mantêm interessados ​​e envolvidos no processo de aprendizagem.

Os alunos podem achar útil descobrir suas preferências e depois usar essas informações para aprimorar suas rotinas de estudo. Os alunos visuais, por exemplo, podem se beneficiar da criação de mapas mentais, gráficos e outras informações visuais enquanto estudam o material em questão.

VARK

O modelo VARK de Neil Fleming é uma das representações mais populares. Os estudantes são identificados como um dos quatro tipos diferentes: visual, auditivo, leitura/escrita e cinestésico.

Em 1987, Fleming desenvolveu um inventário projetado para ajudar estudantes e outras pessoas a aprender mais sobre suas preferências individuais de aprendizado. Em 1992, ele publicou um questionário baseado em seu modelo, projetado para ajudar as pessoas a aprender mais sobre seu estilo individual. O modelo e o questionário rapidamente se tornaram muito populares entre estudantes e educadores, e ambos continuam sendo amplamente usados ​​hoje.

Teste Online

Existem também muitos testes online gratuitos disponíveis. Embora esses questionários informais sejam uma maneira divertida de obter um pouco mais de insight sobre como você gosta de aprender, é importante entender que os testes são uma maneira de começar sua autoavaliação. Não deixe que os testes limitem suas habilidades.

O “Neuromito” dos Estilos de Aprendizagem

Quando se fala em diferentes estilos de aprendizagem é muito comum haver confusão com outros tópicos e até com relação a como esse conhecimento deve ser aplicado.

Os conceitos errôneos sobre estilos de aprendizagem também são alimentados pelo conhecimento de que diferentes regiões do cérebro processam predominantemente informações auditivas, visuais e cinestésicas. Embora isso seja verdade, essas áreas do cérebro se interconectam, permitindo a transferência de informações entre essas diferentes regiões sensoriais. O cérebro funciona como um todo!

Um bom Marketing de Conteúdo consiste em uma variedade de tipos e formatos de conteúdo

Pesquisas indicam que o alinhamento dos hábitos de estudo com o estilo de aprendizagem auto-identificado não seja um fator determinante para a melhora do desempenho acadêmico. Outras pesquisas investigaram se os alunos visuais se lembrariam melhor das figuras e os alunos auditivos se lembrariam melhor das palavras, o que também não se confirmou.

Outro estudo, no entanto, revela um ponto crítico, especialmente para as marcas.

A preferência por consumir informações em certo formato é real.

Ou seja, estilo de aprendizagem está associado a aspectos subjetivos da aprendizagem, mas não a aspectos objetivos.

Alguém que é cinestésico no sistema VARK realmente gosta de aprender fazendo – mesmo que não aprenda com mais eficiência do que se tivesse ouvido uma palestra. Os pesquisadores argumentam que o uso comum de estilos de aprendizagem confunde preferências de aprendizado com capacidade de aprendizado.

Por isso, que eu gosto de enfatizar, mesmo que você tenha um estilo preferido, não se feche apenas nele! Expanda suas habilidades.

O risco é que promovendo uma mentalidade dominante de estilos de aprendizado, na verdade estamos limitando os estudantes aos seus vieses cognifivos.

E como podemos aplicar os estilos de aprendizagem na estratégia de conteúdo?

Os educadores se beneficiam tirando os alunos de suas zonas de conforto.

As marcas, ao contrário, são responsáveis por reduzir o atrito. Isso significa dar às pessoas o que elas querem, pelo menos inicialmente.

Bônus: Alinhe os objetivos de aprendizado com as tarefas, não com os indivíduos.

Por fim, o estilo de aprendizado ideal é melhor definido pela tarefa. O que você está tentando aprender (ou ensinar), não quem está tentando aprender.

Independentemente da sua preferência pelo aprendizado auditivo, você não ouviria um podcast para aprender a costurar.

Os estilos de aprendizado devem buscar combinar a unidade de conteúdo com a melhor maneira de criar significado para a maioria dos alunos ou, no caso de uma marca, com mais prospects.

Uma razão para a popularidade da teoria dos estilos de aprendizagem é que mudar o meio (de visual para auditivo e assim por diante) parece funcionar porque impede que nosso cérebro fique entediado, e não porque preferimos naturalmente um estilo específico de aprendizado.

Estilos de Aprendizagem na Estratégia de Conteúdo

Estilos de Aprendizagem na Estratégia de Conteúdo

Então, como os estilos de aprendizagem se encaixam na sua estratégia de conteúdo?

Um bom Marketing de Conteúdo consiste em uma variedade de tipos e formatos de conteúdo. Portanto, já estamos atendendo a diferentes estilos de aprendizado.

Dê ao seu Público a Possibilidade de Escolher

A razão de misturar as maneiras pelas quais você apresenta o conteúdo é clara. É crucial entregar mais do tipo de conteúdo que seu público deseja e menos do que não corresponde ao seu estilo de aprendizado preferido.

Primeiro, você precisa conhecer as preferências das pessoas com quem deseja se comunicar. A visão macro das preferências do seu público deve pautar seu planejamento geral de conteúdo.

Você também pode iniciar uma forma de personalização, fornecendo às pessoas o conteúdo da forma que elas desejam. Diga a elas que você está fazendo isso e elas agradecerão por isso – ou pelo menos ficarão agradecidas por suas necessidades serem consideradas.

Facilite as Coisas

Nosso trabalho como marca é ajudar os potenciais clientes na tomada de decisão. A educação ajuda, mas tomamos decisões emocionais mais do que imaginamos. Isso é verdade mesmo entre os clientes B2B que são supostamente mais racionais do que B2C.

A pesquisa sobre estilos de aprendizagem provou consistentemente um ponto: temos preferências sobre como aprendemos.

Passamos mais tempo com as coisas que gostamos. Se seu público não gostar da maneira como você apresenta as informações, ele não aprenderá com elas, não porque não podem, mas porque não gostam. As implicações são amplas, mas começam com as primeiras impressões.

Atender sua audiência pode significar que, inicialmente, você vai fornecer apenas uma fração do total de informações que deseja entregar. Catalogue as informações que você precisará transmitir posteriormente. Crie interesse e motivação com um formato preferido primeiro.

Revise o Conteúdo para Diferentes Estilos de Aprendizagem

Revise o Conteúdo para Diferentes Estilos de Aprendizagem

O conteúdo em texto é o mais rápido simples e barato. As imagens são mais complexas e caras. Os vídeos então, podem ter altos custos de produção. Essas são realidades da produção de conteúdo.

  • Como foi determinado o tipo de conteúdo?
  • Qual estilo de aprendizado atende?
  • Esse estilo está alinhado com o estilo preferido da sua persona?
  • Ajuda a persona a decidir?

Conclusão

Mesmo o conceito de estilos de aprendizagem rígidos não deva ser levado como norte absoluto no desenvolvimento pessoal. Dois fatores são verdadeiros:

  • Temos preferências reais sobre como aprendemos.
  • Diferentes tópicos são melhor ensinados em diferentes estilos.

Para as marcas, essas informações exigem cuidadosa consideração – o objetivo é a decisão de compra, que às vezes pode divergir dos objetivos de aprendizado na educação.

Ao contrário de um professor, uma marca não tem a tarefa de desafiar sua audiência. O objetivo é serví-los.

Ao criar ou organizar o conteúdo, as marcas devem atrair clientes em potencial rapidamente, mesmo que esse compromisso inicial não forneça informações que tenham maior impacto na tomada de decisões. Depois podemos apresentar materiais mais influentes e estruturar conversas mais profundas.

Por outro lado, quando se trata de desenvolvimento pessoal, seu estilo de aprendizado menos favorito pode oferecer a maior oportunidade para crescimento.

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